Durante a pesquisa de campo são levantadas informações sobre a área de cultivo, produção, produtividade, clima, tratos culturais, condições gerais das lavouras e de mercado. O estudo será feito até hoje e terá seus resultados publicados pela Companhia no dia 16 de maio.
De acordo com a superintendente da regional da Companhia no Estado, Francielle Guedes, “a crescente demanda pelo café como commodity tem ampliado as áreas de cultivo com a utilização de novas tecnologias de produção, possibilitando ao cafeicultor a diversificação do uso e ocupação do solo, tornando sustentável sua permanência no campo, uma vez que a cafeicultura mato-grossense é majoritariamente composta por agricultores familiares dotados de pequenas áreas”.
Conforme o primeiro levantamento do ano, divulgado em janeiro, a projeção é que a área em produção de café no Estado seja de 10.177 hectares, sendo apenas 45 hectares para o cultivo de café arábica e o restante para o café conilon. Esse total representa incremento de 9,3% em comparação à área em produção utilizada na temporada passada.
“Esse crescimento se deve às lavouras implantadas nos últimos anos e que agora iniciarão seu período produtivo. Para a área em formação, a expectativa é que sejam destinados 2.688 hectares, sendo 5,9% menor do que o valor verificado na safra anterior. Esta previsão de redução é decorrente de fatores como: a produção insuficiente de mudas ao longo do ano de 2018 ficando abaixo da demanda requisitada e a passagem de áreas anteriormente em fase de formação para produção”, apontam os analistas da Conab.
A produtividade média esperada para essa safra é na ordem de 11,21 sacas por hectare, representando um pequeno aumento de 0,5% em relação a 2018. Já a produção estimada tende a apresentar crescimento de 8,3 a 11,6% quando comparada àquela verificada na temporada anterior. Dessa forma, o volume final projetado é de 112,8 a 116,3 mil sacas de café produzidas.