A China encontrou o vírus da peste suína africana em alguns ingredientes
protéicos elaborados com células de sangue de porco e fabricados por uma empresa
com sede em Tianjin, informou a Administração Geral das Alfândegas em um
comunicado na terça-feira (25).
A matéria-prima para 73,93 toneladas de produtos proteicos contaminados,
usados principalmente na alimentação animal, veio de 12 abatedouros de Tianjin,
disse a alfândega.
O órgão também emitiu um alerta para reforçar os testes para o vírus da peste
suína africana nas exportações de tais produtos e alertou as fazendas de Hong
Kong e Macau a aumentarem os controles sobre as importações de ração animal.
O caso surge apesar de a China ter proibido em setembro o uso de resíduos de
alimentos e sangue de porco como matérias-primas na produção de alimentos para
suínos, em uma tentativa de deter a disseminação da doença.
A China já registrou mais de 90 casos de peste suína africana, que é mortal para porcos, mas não afeta humanos, desde que a doença foi detectada pela primeira vez no país no início de agosto.