É o que aponta a estimativa de safra divulgada pela consultoria INTL FCStone na revisão de outubro/2018. Nos cálculos do grupo, a área plantada de soja passou de 35,86 milhões de hectares (na estimativa publicada em setembro) para 35,89 milhões de hectares, um crescimento de 2,11% em relação ao ciclo passado.
Ao contrário de algumas revisões positivas de setembro para outubro, os analistas mantiveram as projeções de produção da soja para Mato Grosso, mesmo com leve avanço para área plantada. O Estado que oferta o maior volume do grão no país deverá colher números abaixo dos registrados na safra 2017/18, quando se deu recorde de produção. Com o plantio em andamento em pontos específicos do Estado, a superfície foi revisada para 9,69 milhões de hectares ante 9,51 milhões de hectares apontados em setembro. A produção, mesmo com avanço da área, se manteve em 31,39 milhões de toneladas, abaixo do volume histórico de 32,30 milhões de toneladas.
Conforme a revisão da FCStone, houve incremento de área em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, além das áreas maiores em outros estados que já haviam sido divulgadas no relatório de setembro. “Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas”, avalia a analista de mercado Ana Luiza Lodi.
A produção estimada pelo grupo está em 119,34 milhões de toneladas de oleaginosa, um crescimento de 0,1% em relação ao número da Conab para a safra 2017/18. A produtividade média, estimada em 3,33 toneladas por hectare, não configura um recorde, mas está entre os níveis mais elevados já registrados.
Para a primeira safra de milho, a INTL FCStone manteve a estimativa de crescimento de área em 2,1%, alcançando 5,2 milhões de hectares. Destaque para os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Minas Gerais e de Goiás. A média nacional esperada se encontra em 5,22 toneladas por hectare que, assim como a expectativa para a soja, não representa um nível recorde, mas segue acima da média histórica.