A produtividade média da região é projetada em 86 sacas por hectare, contra 86,3 sacas na estimativa anterior e 96,9 sacas por hectare no ano passado. A área, estável em relação à estimativa precedente, mas 5,2% menor que a plantada em 2017, é de 10,3 milhões de hectares.
A produtividade de Mato Grosso e Goiás, que foi ajustada para cima no início do mês, foi mantida, enquanto a de Minas Gerais aumentou.
A queda de 191 mil toneladas em relação à estimativa anterior deveu-se a pequenos ajustes para baixo na produtividade do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, estados mais afetados pela estiagem durante a fase reprodutiva das lavouras.
Combinando os números da AgRural para o Centro-Sul com as estimativas da Conab para o Norte/Nordeste, a produção de milho segunda safra do Brasil em 2018 fica em 56,8 milhões de toneladas, ante 57,1 milhões estimados no início do mês e 67,4 milhões de toneladas em 2017.
COLHEITA - A colheita da segunda safra de milho chegou na quinta-feira (26) a 49% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil. Apesar do atraso do Centro-Sul, os trabalhos seguem em bom ritmo em Mato Grosso e já estão na reta final na região norte do Estado. Até quinta-feira, 80% da área mato-grossense estavam colhidas, ante 89% no ano passado e 79% na média de cinco anos.
A média nacional representa avanço de 13 pontos percentuais em uma semana, mas é inferior aos 63% de um ano atrás e aos 55% da média de cinco anos. O tempo seco e a falta de chuva nas previsões tem feito os produtores de regiões mais atrasadas segurarem o milho no campo para perder umidade e, assim, evitar custos com secagem.
Na outra ponta da tabela, o Paraná puxa o atraso no Centro-Sul. Apesar do bom avanço de 14 pontos na semana, os 20% colhidos no estado são bem inferiores aos 57% do ano passado.
Em Goiás, a colheita vem ganhando ritmo, mas os 34% colhidos até quinta-feira ainda estão longe dos 54% de um ano atrás. Em Mato Grosso do Sul, a colheita também começou a ganhar força e chegou a 24%. Há um ano, porém, 34% da área já estavam colhidas. Também atrasados, Minas Gerais e São Paulo colheram 30% e 25% de suas áreas, respectivamente.