As diretrizes que vão conduzir as ações foram alinhadas na semana passada, durante 1ª Reunião do Bloco V, que reuniu agentes dos estados que integram o Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá (MT), as reuniões trouxeram representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos serviços veterinários estaduais, classe política, setor produtivo e industrial, sindicatos e conselhos de classe de todos os estados do Bloco V para o debate e planejamento. Em todos esses locais a última vacinação está prevista para maio de 2021.
Foram realizados ainda debates acerca do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que contém 102 ações a serem executadas no período de 10 anos, envolvendo a participação dos setores privado e público, o aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, cooperação internacional e educação em saúde animal.
Na avaliação da presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), Daniella Bueno, o encontro proporcionou aos estados integrantes do Bloco V, conhecer o trabalho que cada um tem desenvolvido. “A defesa agropecuária é única no país, mas existem particularidades em cada estado, principalmente nos estados do nosso bloco, em que todos têm fronteiras internacionais, e conseguimos identificar quão diferente é a fiscalização nessas fronteiras”. Em outubro, todos os estados deverão participar de um encontro nacional, que será para tratar apenas sobre a vigilância agropecuária nas áreas de fronteira.
Daniela reforçou que “temos muito a investir, e a iniciativa privada tem sido parceira do Indea. Contamos com os fundos para a execução das nossas atividades. Mato Grosso não está vulnerável, e vamos fortalecer cada vez mais a nossa vigilância”.
Para o diretor do Departamento de Saúde Animal (DAS/Mapa), Guilherme Marques, “fica evidente que é possível sim, avançarmos na mudança de status sanitário.