A produção agroindustrial brasileira caiu 1,6% em 2012, segundo a Pesquisa Industrial Produção Física – Agroindústria, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da variação negativa, o recuo foi menor do que o de 2011, quando o índice variou -2,2%. Ainda segundo o IBGE, o desempenho da agroindústria também foi melhor que o da indústria geral no ano passado (-2,7%).
Os setores vinculados à agricultura que têm maior peso no total da agroindústria e os setores associados à pecuária tiveram quedas de 2,4% e de 5,4%, respectivamente, no desempenho acumulado do ano passado.
Ainda segundo a pesquisa, o resultado do índice acumulado no ano passado é resultado, sobretudo, da retração nos derivados da pecuária (-4,3%), devido à queda na produção de aves (-6,0%), bovinos e suínos (-4,2%), e nos derivados da agricultura (-3,0%), pela menor produção dos derivados do fumo (-13,4%), laranja (-12,9%), soja (-4,3%) e cana-de-açúcar (-2,4%).
O índice mostra, entretanto, que o grupo dos inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário cresceu 25,5% em 2012, enquanto o segmento de madeira avançou 3,5% e o setor de máquinas e equipamentos cresceu 3,1%.
No primeiro trimestre de 2012, comparado a igual período de 2011, a agroindústria apresentou resultado positivo de 3,5%, recuando no segundo e no terceiro em 9,8% e 3%, respectivamente, para voltar a crescer no último (5,1%).
PRODUÇÃO INDUSTRIAL
A produção industrial caiu em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012, em relação ao ano anterior. As principais quedas foram observadas nos estados do Amazonas (-7%), Espírito Santo (-6,3%), Rio de Janeiro (-5,6%) e Paraná (-4,8%).
Também tiveram quedas acima da média nacional, de 2,7%, os estados do Rio Grande do Sul (-4,6%) e São Paulo (-3,9%). Outros estados que apresentaram redução na produção industrial foram Santa Catarina (-2,7%), Ceará (-1,3%) e Pará (-1,1%).
Segundo o IBGE, o resultado negativo da indústria nesses estados foi puxado pelos bens de consumo duráveis, como motos, eletrodomésticos e automóveis, e de bens de capital, especialmente as máquinas e os equipamentos voltados para o transporte e a construção. Os setores têxtil, de calçados, vestuário, metalurgia básica e extrativo de minério de ferro também deram sua contribuição.
Por outro lado, cinco locais tiveram aumento na produção: Bahia (4,2%), Goiás (3,8%), Região Nordeste (1,7%), Minas Gerais (1,4%) e Pernambuco (1,3%).